Cuiabá, 19 de Novembro de 2017

Mato Grosso

Desembargadora cassa liminar de juíza e autoriza retorno de secretário

Por: Aline Brito
Fonte: Da redação

Foto de GCom-MT

A desembargadora Antonia Siqueira Gonçalves Rodrigues, do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJ-MT) cassou a liminar da juíza  Célia Regina Vidotti que afastou o secretário Kléber Lima da Secretaria e Estado de Comunicação. A decisão foi proferida nesta segunda-feira (09).

Além de suspender o afastamento, a desembargadora  determinou que Lima retorne ao cargo.

O retorno de Kléber atendeu a um recurso interposto pelo advogado Paulo Fabrinny.

Lima havia sido afastado no dia 28 de setembro por determinação da juíza Célia Vidotti, que atendeu a um pedido do Ministério Público Estadual (MPE), que acusou Kleber de improbidade administrativa em razão de ele, em tese, ter cometido assédio moral e sexual contra jornalistas que trabalham na assessoria de imprensa da Pasta.

No requerimento, também consta que o secretário teria ameaçado grampear telefones de jornalistas, com auxílio da Casa Militar, após informações sobre ele terem vazado informações estratégicas para repórteres de sites de notícias.

Além do afastamento e da condenação por improbidade, os promotores pediram que, ao final da ação, Kleber Lima pague multa ao Conselho Estadual de Direitos da Mulher e que o Estado não investigue administrativamente os jornalistas que fizeram as denúncias, no intuito de evitar retaliações.

Na ação, consta um áudio em que Kleber Lima critica um servidor efetivo e diz que, se dependesse de sua vontade, o mandaria embora. O secretário ainda pede que ele saia do grupo de WhatsApp, que reúne assessores de imprensa do governo do estado, "para não contaminar os demais".

Outra servidora denunciou o secretário por assédio sexual. Segundo ela, Kléber teria tentado lhe beijar à força. "Na copa, que é um lugar público no Gcom, ele falou assim para mim: você nunca me deu um beijo. Quando eu dei bom dia, ele segurou a minha mãe e não soltou mais. Ele me puxou de uma forma que eu voltei, daí ele passou o braço em mim, meio que me abraçou. Fiquei muito constrangida", diz trecho do depoimento da vítima ao MPE.

O MPE ouviu funcionários concursados do Gabinete de Comunicação do Estado. Todos disseram já ter visto, ouvido relatos ou ter passado por uma situação de assédio.

Como argumento, o MPE disse que o pedido de afastamento do secretário é porque ele estaria intimidando os servidores que o denunciaram.