Cuiabá, 18 de Agosto de 2017

Opinião

A filosofia das transformações mundo afora

Por: Gilson Nunes

Foto de Reprodução

A vida nada mais é que uma sucessão sucessiva de procedimentos que englobam uma série de fatores das mais psicodélicas. Trata-se de sua permanente mutação, transformações que influenciam direta ou indiretamente na vida das pessoas mundo afora. Numa melodia um tanto quanto intrigante, interpretada pela maravilhosa Nana Caymmi, “Resposta ao tempo”, chama muito a atenção a relação do tempo que passa e nunca mais volta e o vento que vai e vem de diversas direções. Assim são as transformações que quando se instalam, tendem a não  voltar mais.

Desde a descoberta do fogo o mundo deslanchou numa velocidade, até então, descomunal. Havia guerra entre tribos para ter a posse da descoberta. Daí pra frente, só pra ilustrar o  contexto, vieram o rádio, a TV, o homem e começou a voar, veio a energia etc... Hoje em dia se fala da física quântica e seus ritos mirabolantes. As transformações, todavia, às vezes não deixam de serem temerosas, posto que a grande maioria da população mundial não está preparada para tantas descobertas.

 A chegada do computador foi e ainda é um dos pilares deste quesito, afinal através dele a matemática tornou-se ainda mais exata, se é que o exagero me permite o pleonasmo. O fato é que, por conta do aparelho, o mundo todo vive à mercê de sua capacidade de processamento de tudo o que o corre em todas as áreas. É preciso estar atento e esperto. É como diz o nosso saudosos e maravilhoso Milton Nascimento: “Que notícias me dão dos amigos..., nada será como antes, amanhã”. Por outro lado, ainda com a concepção dos talentosos artistas, Lulu Santos afirma que “Nada do que foi será do jeito que já foi um dia, tudo passa, tudo passará...”.  

A vida é uma ciência cuja razão não combina com a emoção na maioria dos casos. São os efeitos de uma mutação que não para no tempo e que exige de cada um, pensamentos lógicos (emoção) e racionais (razão). A harmonia do bom senso em relação às surpresas consequentes ou inconsequentes mudanças, correspondem a uma alienação dos objetivos que o ser humano  galga. Não existe o “obséquio” por excelência, e o que é bom hoje, amanhã poderá ser ou estar obsoleto. O contraditório frente a essas irreversíveis transformações são as emoções que emanam do coração: o amor. Ele é insubstituível, enquanto perigoso. As transformações tecnológicas, por mais cruéis e preocupantes que sejam, embora eficazes em suas conjunturas, não conseguem remediar os sentimentos mais sublimes do coração.

O mundo e as pessoas, as pessoas e o mundo têm entre si uma relação de amor  e ódio, porém um não vive sem o outro, posto que, os olhos não enxergam pra dentro mas, sim, para fora e para frente. Logo, transformar também significa que a evolução de tudo o  que se faz depende de uma consciência sociocultural da qual exige concomitantemente, de uma mudança de hábito, de atitude e comportamento, no sentido de que é preciso seguir adiante da melhor maneira possível, se possível for. É vida que segue, e segue, segue, segue...

Gilson Nunes é jornalista, pós-graduado em Docência do Ensino Superior, Direito Administrativo e Especialista em gestão Pública.

Obs. Esse artigo tem o aval e a pauta de Ana Paula.