Cuiabá, 18 de Outubro de 2017

Opinião

O futebol e suas influências na sociedade e na política

Por: Gilson Nunes

Foto de Reprodução

O Brasil de hoje não é o mesmo Brasil de ontem. Essa observação, entretanto, não significa evolução ou qualquer outro tipo de desenvolvimento estrutural ou tecnológico. O Brasil de hoje vive um retrocesso administrativo jamais visto em outros tempos, por mais árduos que foram, como a ditadura militar. A razão desse clima atemporal são os políticos.

O Brasil de hoje está passando por uma crise social gerada pela falta de responsabilidade desse processo administrativo, desde que a Lava Jato teve seu início. Até agora os nomes considerados mais importantes da história política estão diretamente envolvidos em corrupção e outros crimes constrangedores. Moral da história: o povo é quem vai pagar a conta imposta, sem o menos escrúpulo ou sensatez dos seus autores.

A contrapartida dessa trágica realidade, para consolo da classe, ainda bem qeu existe o  o futebol. É bem certo que ele nada tem que ver com a emblemática situação, porém, sem a mínima intenção, ele exerce influência fundamental dentro do contexto: ele é capaz de desviar as atenções da sociedade para o mundo subjetivo, enquanto as articulações governamentais caminham de vento em polpa.

O de hoje, anda desgastado. Para ele é mais fácil ficar irritado, nervoso, angustiado, revoltado com seu time do coração pelo fato dele ter perdido, que participar com sabedoria dos interesses e necessidades seu país. Não é analogia barata, não é papo furado, não é intriga da oposição, mas sim, uma realidade que frustra aqueles que pretendem ver o país crescer por razões naturais, seus conceitos e valores.

Tempos atrás o futebol mantinha uma certa filosofia dentro da sociedade da qual lhe  permitia levar a família para os estádios. O torcedor gritava com o juiz, o chamava de fdp, e outros nomes, mas não passava de um desabafo que perdurava apenas durante o jogo. Quando retornava para casa estava relaxado e nem pensava em outra coisa senão o dia de amanhã. Em outros tempos, a sociedade, mesmo sem os avanços da tecnologia e do tão sonhado desenvolvimento, sabia distinguir um fato do outro.

O futebol  e a política parecem cúmplices de si mesmos. Por parte da classe política ele tem o poder de envolver a emoção do povo de tal forma a deixá-lo fora de suas razões, o que , de certa forma, oportuniza á classe política, de aplicar seus projetos impopulares sem despertar a ira do mesmo. Tanto é, que é, que quando um país vence uma copa do mundo, torna-se emblemática a maneira como o seu povo esquece os problemas nele existente. É necessário que se entenda que povo inteligente ou desenvolvido não permita que o enigma do lazer interfira em seus planos, por mais dependentes que eles sejam da classe política ou de qualquer outra instituição. Vamos torcer sim, mas em primeiro lugar para o sucesso de nosso planos.

 

  • Gilson Nunes é jornalista, pós-graduado em Docência do Ensino Superior, Direito Administrativo e Especialista em Gestão Pública