Cuiabá, 18 de Outubro de 2017

Opinião

Altos e baixos da vida são inevitáveis

Por: Gilson Nunes

Foto de Reprodução

O que somos nos dias de hoje, e o que fomos nos dias de outrora? O que mudou do que era antes em relação ao que é hoje? Afinal, do que trata a vida e suas fases? Para responder a  essas e outras perguntas sobre os problemas dos quais vivemos ou vivem a sociedade, há de se recorrer a uma série de fatores que incidem direta e indiretamente na vida de cada um. O que haveria de ser coerente e salutar confirmando assim a questão da lógica racional por excelência, nem sempre ocorre. O vislumbramento consequente do cotidiano não se aplica com exatidão. Com naturalidade, ele age por clemência dos fatores imprevisíveis, porém provoca o fato gerador. Nota-se que as questões cotidianas nem sempre são rotineiras.

Os percalços sociais: desespero, indignação, incerteza, depressão, decepção e outros provindos da emoção, na maioria dos casos, se revelam  conforme o que os olhos veem. “Nem tudo pode ser perfeito”, diz o poeta alertando que nós não somos perfeitos e que, ao mesmo tempo, essa teoria nos leva á indução de que somente os fortes sobrevivem. Puro engano! O menos pior nestes casos é manter a cautela, pois o temperamento sórdido incide sobre o impulso e a razão se deixa levar para o abismo. Não é pessimismo, apenas fundamentos do dia-a-dia.

 Num segundo plano, onde, ao invés de percalços sociais, fossem: felicidade, alegrias, descontração, satisfação, sublimidade concatenada com a humildade de uma natureza calma, prazerosa, suspirante, aliviante, etc... são renovadoras da alma, do espírito administrando o racional, o ponto de equilíbrio nos momentos mais tortuosos. O sorriso, por exemplo, é um exercício do prazer que dribla todos os tipos de dor, de melancolia, de tédio ou outro sentimento indecoroso. Sofrer para quem vive de bem com sentimentos que adubam o ego, são tão insignificantes que suas consequências se limitam em mesquinharias toleráveis. As duas concepções, quer queiramos ou não, estão presentes na vida da sociedade.           

O tempo todo somos colocados á prova. São momentos em que temos que tomar decisões sem ao menos ter tido qualquer experiência ou conhecimento da causa em questão. Numa situação como essa, o medo é quem se manifesta. Seria interessante saber que esse sentimento é de grande relevância para nossas emoções. Ele nos remete a uma posição de cautela, de nos colocar no lugar do outro, ou até mesmo de nos levar a rever os nossos próprios conceitos. Há quem diga que “não se arrepende do que fez”, nem se exista em dizer que não se intimida nada. Na realidade tal personagem conspira para um ditado popular: ”ou não tem noção de perigo”, ou que, “... sabe de nada inocente”. As duas concepções, embora  distintas, são interessantes quanto á perspectiva de que o discernimento das causas reagem à reflexões concisas.  “Nada melhor que um dia atrás do outro para fazer com que os conceitos mudem”.

Gilson Nunes é jornalista, pós-graduado em Docência do Ensino Superior, Direito Administrativo e Especialista em Gestão Pública.