Cuiabá, 19 de Novembro de 2017

Opinião

Minha formação política e social...

Por: Gilson Nunes

Foto de Reprodução

Tenho, tens, temos: uma vida, um aprendizado, uma lágrima e um sorriso. Sobre a nossa existência, quando nascemos, antes mesmo de sabermos como a vida é, ou como ela será, temos primeiro que aprender uma série de coisas para, então começarmos a entender o que somos, e como as o que seremos ou queremos ser no futuro. Também não sabemos, até então, o que nos espera. O aprendizado entra nesse capítulo coberto de mistérios e suspenses. Nos ensinam verdades, conceitos sobre tudo o que julgam  interessante, nos mostram o que é certo e o que é errado conforme suas ideologias, definem regras, impõe normas, mas, o que é pior: nos induzem a gostar ou acreditar naquilo que eles são com o intuito de sermos o espelho deles.

Nós crescemos sem saber pra onde vamos, qual o melhor caminho para se chegar a algum lugar decente, digno, justo, coerente. Longe disto o que nos abraça são utopias chantagens , egoísmos e falta de amor ao próximo. Com tantas balburdias, o mundo ainda espera que sejamos ordeiros e exemplares para o resto da humanidade. Caramba, eu só preciso de um momento de paz, de tempo de carinho, de amor, de observação, de razões que me façam ser feliz, naturalmente.

Não me façam perder s princípios que me fizeram pensar que sou gente. O mundo de hoje, pelo que tem apresentado, não passa de um circo onde os palhaços, ao invés de fazerem os outros rirem, vivem se equilibrando numa corda bamba para tentar se salvar das garras dos leões. Macacos me mordam, mas não devemos confundir artistas com bobos da corte.

Ao chegarmos na fase adulta, chegamos a conclusão de que nada somos. As indiferenças do mundo são notáveis. As críticas a elas, às vezes, não passam de uma prosopopeia, onde a literatura das palavras procuram rimas que andam paralelas ao tema. O enredo se perde na tragédia submetida aos abutres, ao obstruir o desejo de quem clama por um mundo justo, enquanto fruto de ideais comuns.

Sabe quando eu, tu, ele, teremos um dia de paz? No dia de “São Nunca de Tarde”.

Gilson Nunes é jornalista, pós- graduado em Docência do Ensino Superior, Direito Administrativo e Especialista em Gestão Pública.